Divulgo o meu amor que se fora,
Divulgo a dor na alma por ser eu a divulgar ao meu amor.
Que seria de mim se não o amasse?
Que seria se meu amor não soubesse que divulgo esse
Profundo e nobre amor?
Dor na alma e ausência de espírito,
Mas
Divulgo como fogo, na imensidão fria da linha do horizonte.
Sei que meu amor me percebe,
Sei do meu doce olhar, não a mim, mas sentido por mim,
Por isso divulgo porque me persegue,
Ah! Eu sinto, como sinto...
Ah! O desejo está em pauta, a música ainda toca,
Agora cada toque de piano me toca como
Rosa a banhar-me e perfumar-me num único mergulho.
Divulgo e sou feliz ainda por saber que ouve.
Ah! Amor, como sou presente na ausência do seu corpo.
Como o sinto na presença do vento.
Sei e divulgo.
Divulgo como sou feliz por ter me realizado, belos tempos,
Divulgo...
Pois na imensidão fria do horizonte posso dizer:
Sou Feliz por saber que o amor fora sentido por nós sem sabermos que
Podíamos sentir juntos.
Ah! Amor!
Divulgo...
Algo mais fiel de nossas vidas, somente
Divulgo!
Paola Vannucci
Para onde?
Para onde vamos?
Onde estão os desaparecidos?
Os grandes guerreiros pela vida?
A liberdade de expressão?
Somos todos iguais e corruptos nos esmagam como se fossemos baratas!
Ai, ai, ai,
Onde estão as pessoas guerreiras?
Pare, olhe, siga...
Você pisa firme?
Você está brochado?
Olhe, pense, seja honesto...
Onde você está pisando?...
Num paraíso ou num inferno de falsários?
Pare, lute, grite...
Vamos às ruas!
Falta amor e dignidade.
Pense!
Paola Vannucci
Pai
O que é ter, pai?
Não sei mais, mas...
O que vem a ser ter, pai?
Não o vejo...
O que é sentir, pai?
Sinto sua falta,
O que é amar, pai?
Amo um vazio,
Sinto um vago olhar distante...
Meu pai partira, mas...
Mora aqui, o sinto,
Trago sua luz,
Seu brilho,
Sua alma,
Sua felicidade...
Você teve um pai presente,
Quando o fez, me fez...
Como eu agradeço todos os dias,
Sei que ele está aqui.
Sei que se estivesse aqui...
Veria minha felicidade...
Venci todos os obstáculos,
Sou completa e realizada.
Portanto na sua ausência física
Sinto-me realizada...
Do pouco que aprendi foi o muito para:
Transformar-me no que sou,
Sua filha e grande mulher!
Obrigada, Pai!
Obrigada!
Paola Vannucci
Apenas acordei
Acordei estranha, sem saber
Por que ficara distante?
Fora minha sua ausência,
Um sonho real não realizado,
O tudo que acabara em nada.
Nada presente na emoção do seu olhar distante.
Como o quero...
Desejo este seu jeito de amar-me!
Desejo sua fúria na leveza de amar-me,
Como nunca amei.
Aquele amor que transborda e transcende a olhos vistos...
Amor! Volte ao meu sonho,
Hoje me senti feliz!
Hoje?
Hoje, o meu amor voltara,
Não sei se foi por minha alma,
Mas voltara para que possa sonhar novamente...
Paola Vannucci
O amor
O amor transcende a alma,
Devolve o brilho desejado pelo outro e transforma o arco-íris em uma só cor.
O amor inova dando beleza a quem não enxerga a linguagem do ser.
O amor mergulha em mares negros e os transforma em arte.
O amor envolve o platônico unindo os mais distantes corpos em sentimentos.
O amor transcende a alma,
Devolve caminhos negros e tortos e a certeza de não mais chorar.
É vida exagerada ao dizer que o amo.
É sentir sua falta a cada passo que se distancia.
É saudade eterna do que não veio a mim.
Como sinto falta desse amor.
Como se
Não é meu?
O amor dá o brilho a todos os passos que me levam a você.
Perdi-me!
Qual é o seu caminho?
Mas de apenas uma coisa eu sei:
O amor me dá forças para viver mesmo que você não saiba.
Paola Vannucci
Saudades dos belos tempos
Tempo belo de emoções baratas que me fez feliz...
Aqui ao som do futuro
Lembro-te,
Lembro-me daquele momento em que me descobri,
Você me descobriu!
Virei mulher ao saber que um homem me gostou.
Aqui estou captando todos os ruídos dos
Ventos uivantes designados a mim.
A cada toque de piano, tocarei no teu coração.
Porque não me levas, amor?
Ao deixar-te enfureci por teus erros.
E...
Agora que se foi choro por todos os
Momentos alegre que passei e vivi para ti.
Era como um simples sol a me despir...
FALTAVA POUCO...
Daqueles olhos escuros e pequenos,
Daquele sotaque cantado, lembro-te.
Parece ser inesquecível e ilustre, doce figura.
Habitas em mim até hoje.
Belos momentos em que me chamava de...
‘NINHA’,
Emoção barata que me fundiu e me fez mulher.
Figura inesquecível, por favor:
LEVE-ME!
Se não, fique aqui nos meus pensamentos...
Paola Vannucci
O toque
Assim como o sinto a tocar-me
Meu corpo pede, não sei onde estás,
Não sei ao certo quem és,
Não sei quem me toca...
Sei e sinto seu doce perfume trazido pelas ondas do mar,
Sei por ler seu nome nas estrelas,
Iluminada pela lua branca e arredondada,
A noite
Ascendeu nosso amor...
Pegou fogo!
Que calor, que delírio, que frescor,
Que...
Que doce ser tua.
Sei que a noite brilhará para nós.
Pois Deus
Eternizou nosso momento com o mais puro toque de prazer.
Obrigada...
Paola Vannucci
Mar revolto
Onde?
O mar está revolto.
Onde está aquele anjo de rota virada?
Onde anda o anjo que deseja amar?
Estou procurando,
Não o acho mais naquela praia...
Ontem a lua nos iluminou,
Hoje...
Meu anjo, meu amor, meu desejado amor,
Não se vá,
Não morra,
Não desfaça nossos momentos.
Vivi tempos, momentos de glória, doce vida,
Viva para me contar como o nada acabara.
Vivi na emoção de estar ao seu lado,
Meu anjo entre no mar e
salve-me dos tubarões.
Meu amor, seu curso é meu curso.
Viva, não morra,
Não se antes me amar agora.
Não sem antes me dizer:
Não vá,
EU A AMO MUITO!
Paola Vannucci
Estações
Falar consigo?
Não precisa,
as estrelas escrevem a todo o momento nosso perfumado amor.
Imagino seus olhos nesta estranha imagem,
Pertencem-me como seus desejos e sentimentos,
Como a plumagem que nos envolve a cada toque das folhas de outono caídas com a força dos ventos.
Falar consigo?
Traz o frescor do viver,
Traz o sentir ao amá-lo.
Seu rosto é presente e
Sorriso envolvente,
Encanta-me, prende-me a delírios jamais sentidos a homem algum...
A madrasta não mais presente
Abençoou-nos ao apresentar-me,
Rejeitou-me!
Eu?
Ah! Eu... Como sempre o quis...
Ela sabia desde o início.
Ela sabia...
Que belo presente...
Para uma estação sentir.
Passam os trens
Num vai e vem de pessoas sem saber o
Que se passa.
Que transe, não preciso mais nada.
Passam as estações,
Estou na primavera.
Paola Vannucci
Partir
Por que partir
Se ao menos nem nos conhecemos,
Meu anjo querido?
Por que fugir se não nos encontramos,
Meu doce anjo amado?
A fuga é um desejo da alma,
A fuga parte do irreal para a liberdade.
Meu Deus, como o quero,
Como o desejo,
Mas nem me conhece.
Estranha sensação de ser e estar presente ao seu desejo.
Como o sinto presente em meus sonhos.
Como o vejo sempre a sorrir e a gostar dos meus sentidos.
O mar está calmo agora.
Posso achá-lo!
Então parta sem medo, mas primeiro...
Diz:
Oi! Estou aqui para amá-la!
Partir?
Não me conhece, como pode partir?
Como se
Nem me disse
Simplesmente...
Oi!
Dirá:
Amar-me!
Paola Vannucci
Misterioso momento
A música sugere uma dança,
O violão toca e a flauta diz seu sentimento.
Perfeita combinação a nossa eterna noite.
Você está deslumbrante
Trajando vermelho, intimamente instigante...
Pede-me para dançar.
Entra o piano e um leve bater envolve-me...
Eu aceito, mas com uma condição:
Com velas ao luar e champanhe a tomar
Petiscos e muitos risos...
Aquele beijo...
Ah! Meu amor, aquele beijo
Nunca realizado, mas com gostinho de quero mais.
Aquela mão suave que com seu
Calor trouxe-me delírios articulados.
Aquela palavra solta nunca esquecida trouxe meu brilho...
Resplandecer.
Que noite,
Momento...
A Yves canta para nós, aceito sua dança.
Amor, envolva-me nos seus braços agora.
O luar ainda não acabou.
Ficou algo para trás,
Pense o que quiser,
Eu nunca esqueci aquela cena.
Pense no mistério.
O mistério do momento!
Paola Vannucci
Poema Solto
Como cada música tem seu toque,
Cada toque tem um pouco de você,
Cada canção tem uma história minha,
Cada coisa no seu lugar,
Cada lugar a seu tempo,
Cada tempo um momento,
Cada momento uma viagem,
Viagem a seu tempo,
Tempo,
Precioso
Conhecimento.
Paola Vannucci
Cores
Achar-me é tão fácil,
Deixei uma brecha, mas você não me quis...
Como achá-lo em seu mundo tão tortuoso?
Aqui no meu mundo está tudo alegre e azul,
Seu mundo acinzentado me seduz, me intriga por não
Achar a cor do nosso amor,
Unindo a força do vermelho estou a localizá-lo,
O mar revolto já ficara em tempos remotos, agora estou
Vestindo branco para você ver como mudei meu jeito de ser.
Por que não me acha, amor?
Por que continua sofrendo?
Trago junto o verde da esperança,
Agarre-me com sua fúria,
Agarre-me com a ternura do seu amor...
Amor que ainda sinto,
Agarre-me com frescor,
Coragem,
Não fique preto,
Minha roupa traz o contraste para formarmos nosso arco-íris.
Seja sensato...
Paola Vannucci
Quadro
Arde-me ao lê-lo,
A música continua a tocar,
Você reacendeu o amor novamente,
Só não entendo o porquê não me achar.
Por que você não me acha?
As chamas são de rosas ao vento e
Que se perdem a todo o momento,
A chama quente e ao mesmo tempo
Sombria por não estarmos mais juntos,
A música pede para acreditar, mas você foge eternizando a saudade.
Sinto seu amor aqui perto,
Sinto sua presença, seu perfume me embriaga...
Numa doce chama ao luar.
A nossa versão do amor nos uniu, nos viciando a algo inédito.
Simplesmente o vejo quase nu, se despindo em um quadro...
Paola Vannucci
Doce flauta ao luar
Sua amargura mais uma vez fez com que nosso sentimento desabara.
Por que não recupera sua memória e enxerga a alegria?
Viva o amor que está aqui presente,
Enxergue-me, meu reino unido,
Enxergue o meu doce amor...
Seja você por inteiro.
Seja eu para amá-lo,
Doce flauta ao luar,
Doce e arrepiante vento que
Traz seu cheiro, sua paz.,
Pena que se enterra a um vazio profundo.
Pena, não me ouvir,
Pena-me sentir...
Vivo a procurá-lo,
Vivo a pensar no seu mistério...
O mar começa a agitar,
Persegue-me e não me salva...
Morro afogada.
Você, tão doce e misterioso,
Você, tão sensível,
Dilacera meu coração.
Paola Vannucci
Voz do silêncio!
O silêncio é preciso,
Faz parte da sabedoria.
Calei por não ouvir seu sentimento,
Calei por escutar a verdadeira palavra...
Qual a palavra exigida aos nossos corpos?
Qual o sentimento a nos unir fortemente?
Qual o temor a seguir?
Palavra?
Sabedoria...
Sentimento?
Amor...
Temor?
Sofrer...
Ah! Meu amor!
Sofrer não faz parte do meu viver.
Vivo para amar, transmito paz!
Vivo envolvendo corpos ardentes...
Ah!
A melhor palavra...
Felicidade...
Esta estampa a frase do silêncio!
Esta é a chamada voz do silêncio...
Paola Vannucci
Refúgio
Refugio-me da tristeza,
Refugio-me da dor...
Sabia quem era atrás daquela porta,
mas de súbito desinteresse fiquei remota e parada.
Fiquei em transe a consolar-me e
Ver nosso filme por um fio...
Meu amor penso agora na miséria deixada pelas
Heranças do homem.
O que nos resta agora?
Nossos filhos
Terão paz?
Terão água para beber?
Terão vida para viver?
Não, não terão...
Terão cápsulas de engorda como se fossem porcos a irem para os matadouros...
Terão de pagar níveis altíssimos de sangue para respirar ares venenosos...
Meu sublime amor,
Qual o sentido do homem aqui na Terra?
Tanta luta...
Sem água pura para tomar.
Guerras ardentes a lutar, só para matar tribos/raças/etnias...
Quem ganha com isso?
Alguém se diz vitorioso em meio caos?
Não, não a vitória não é essa...
A cúpula não chega a acordos, revoltas acontecem.
Cúpula pra que?
Revoltas mais...
Mas entrego-me ao amor aqui sentido,
Entrego-me à paz devida e que todos as vêem com força!
Paz...
Sentido da luta pela dignidade!
Paola Vannucci
Basta-me
Como posso estar feliz
Se o poço está mais fundo,
Ainda que tocada pela saudade?
O amor continua em alta,
Apenas dei uma trégua a mim mesma...
Penso em ti,
Meu anjo,
Penso nas doces e animadoras palavras do desejo,
Brisas leves ao luar.
Queria ser pétalas a sustentar cada lar,
Cada ser.
Queria ser a chuva a dar água de beber,
Nutrir a vida de amor.
Meu amor, como o amo,
Não seja um anjo caído,
Não seja...
Estou aqui firme e forte a amá-lo
Não quero seu arrasto,
Quero sua luz.
Sei que Deus nos ilumina a cada passo,
Sei que Deus apesar da distância nos uniu...
Fico feliz assim,
Porque o amor aqui é devidademente sentido!
A solidão é apenas um detalhe,
Estou a procurá-lo ainda.
Então,
Completa-me, amor,
Completa-me com suas doces palavras,
Basta-me!
Paola Vannucci
Escada
Ainda há mais escadas
Numa espiral alta.
Subo sem parar...
Espio arrepios estendidos
Na imensidão azul dada por Deus,
Celebrando o nosso amor
Liberto a nós dois...
A luz nos ilumina.
Lágrimas felizes quando produzimos e
As palavras aqui derramadas são simples
Desejo...
Calor na alma,
Corpos a envolver,
Como é gostoso estar em seu colo...
Estou lúcida
A realizá-lo,
Você me envolve,
Entra em mim...
Meu anjo,
Olhe para cima sem piscar,
Sua salvação está em mim...
Este é o princípio do amor,
Um sinal apenas:
Olhar para cima...
Eu o liberto!
Paola Vannucci
Mas...
Sinto-me loucamente presa à vida,
Sem repousar distanciei-me,
Distanciei-me e acordei num súbito momento que,
Apertando a sua mão,
Senti o seu desespero,
Senti sua fuga,
Perda do sonho,
Meu querido, não o perca.
No sonho sentimos o que Deus nos quer revelar,
No sonho realizo meus sentidos,
Um deles é segui-lo pelo meio-fio como um lindo beija-flor a trazer a magnitude do seu brilho.
Mas...
Sempre um, mas...
Você quebrou o encanto do desejo
Deixando-se levar pela dor.
Mas...
Sempre mas...
Estou aqui a fortalecê-lo,
Estou aqui a guiá-lo.
A paz está presente no sonho ditado por Deus
Que realiza nossos objetivos aqui cumpridos,
Um deles: ESTAR CONSIGO...
Mas...
Sempre um, porém...
Descubra meu querido,
Descubra...
Paola Vannucci
Gritar
Queria estar junto a ti,
Queria poder falar, gritar aos montes de todos os cantos da Terra...
Queria em teu colo me colocar,
Sentir-me completa e feliz.
Queria não mais chorar e felicitar-me nos teus braços...
Como viver anos a fio com a solidão...
O amor para mim é ilusão,
Sinto amor platônico sempre.
Agora,
Ainda mais agora
Que te encontrei,
Sinto que nunca te sentirei presente...
Sei do teu sentimento...
Penso que sei...
Mas nunca poderás estar aqui pessoalmente.
Nunca...
Como sofro,
Dói em minha alma,
Pois quero que me busque,
Quero a alegria de me envolver nos teus braços,
Quero amar-te...
Quero ser a mulher
Preenchida a todos os meios, modos...
Quero...
Gritar para que todos ouçam...
Paola Vannucci
Encontro ao luar
Encontros a viver,
Encontros a perder de vista,
Encontros a acabar...
Acabar?
Ontem gritei, hoje realizei, pois...
Não tenho hoje um encontro a perder de vista?
Você, meu anjo, apareceu,
Você, com a sua singularidade
Realizou meu desejo,
Calor na alma...
Hoje, noite quente ao luar.
Hoje realizei algo inédito.
Hoje me completei como se fosse sua presa,
Você foi minha presa,
Encontramo-nos finalmente,
Pensei em gritar,
Pensei...
Não mais achar,
Pensei agora na alegria,
Tudo se perdeu tudo ferveu.
Tudo envolveu,
A Yves continua a cantar a nossa canção,
"Mistry of ther Moment"....
Sua voz soa como veludo a arrepiar-me,
Encontro ao luar e tudo ferve,
Meu anjo, você sabe como!
Basta não me deixar mais gritar!
Paola Vannucci
Sonhos
Encontro-me aqui na vida um homem a amar,
Encontro a alegria em conquistar,
Amor verdadeiro e sincero,
Amor puro e jamais ausente,
Amor limpo e presente,
Apesar da distância
Sinto-o presente...
Protejo-me do projeto,
Lanço mãos aos fogos,
Realizo-me por simples palavras,
Tenho certeza do meu sentimento
E o tempo é conquista,
É desabafo da alma.
O tempo é o senhor da razão e
Deus sabe dos escritos nas estrelas.
A espera louca é infindável.
Espero por longos caminhos tortos e peço a Deus uma luz,
Rogo preces em noites de luar,
Suplico seu estar comigo,
Como dói na alma meu pensar e não achar,
O tempo é a razão para o amor concretizar,
A espera tardia não me ofertará a chegada,
A espera jamais resistirá meu sentimento.
Tudo é tão confuso, tudo é desespero na calada da noite,
Mais um dia se vai,
Mais um anjo perdido,
Mais um amor conquistado.
Na calada da noite pude realizar meus desejos,
Na calada da noite
Restaram apenas
Sonhos...
Paola Vannucci
Mãos criadoras
Aqui jazem mãos criadoras.
Mãos de crianças,
Mãos de mulheres e homens.
Seres que desde pequenos já criam,
Seres que produzem amor com o seu doce sorriso.
Aqui eu crio palavras.
Aqui produzo a alegria, pois já fui criança,
Fui e sou o sorriso dela...
Criança criadora,
Quando novinha tem que aprender a viver,
Quando tem seu irmão morrendo de fome.
Mãos humildes,
Mãos que pedem o pão para comer,
Mas são por essas mãos é que temos os nossos mitos,
São por essas mãos que o homem vive e
A mulher solta seu instinto...
‘Ser Mãe!’
Ser mãe e às vezes, muitas vezes,
Vê seu filho criando para poder viver,
Vê se filho trabalhando para não morrer de fome,
Vê seu filho prostituindo-se...
Mãos que criam,
Mãos que consomem,
Mãos que bebem,
Rostos carentes que choram,
Rostos limpos em viver o tempo de criança,
Mãos,
Rostos,
Crianças...
Paola Vannucci
Imaginação
Cada ano sentido
Envolvo-me numa busca sem fim.
Sentimentos rompidos pela agonia da vida,
Sentimentos sublimados a um profundo sem paradeiro,
Sentimentos constantes rumo a uma só felicidade.
Felicidade?
Quando? Como?
Em tempos atrás fiquei feliz,
Encontrei meu amor.
Feliz...
Não fiquei ao saber que os ares nos separam.
Oh! Louco amor que sinto!
Oh! Louca vontade de tocá-lo, abraçá-lo...
Oh! Súbito desejo de ir ao delírio!
Mas...
Não vejo com quem,
Não vejo onde,
Não vejo corpos,
Não enxergo você,
Você simplesmente me diz...
NÃO!
Imagino
Sua boca calar-me diante do prazer em beijar-me,
Seu sentido envolver-me como preciso,
Sua alma acalantar meu desejo,
Seu corpo nu e sedento a possuir-me...
Quero muito a sua voz ouvir,
Quero muito fugir desse platônico,
Quero muito que a tristeza vá embora...
Feliz agora fico quando apenas imagino...
Paola Vannucci
Por quê?
Sou a virgem desencorajada,
Sou seu seguir e não achar,
Você pensa que me achou,
Mas tornei-me um vazio perdido na multidão,
Tornei-me a negra cor da derrota e da tristeza...
Seu sofrimento me abala de tal maneira
Que não consigo raciocinar,
Suas lágrimas brotam-me sem sentido...
Meu amor,
Implorei-o tanto,
Mas ainda continua a negar,
Vendando meus olhos, iludindo meus caminhos,
Fazendo-me acreditar,
Fazendo-me conquistar...
Nua estou,
Achando ser você o meu anjo lindo
E envolvente
Tornando-me simplesmente sua...
Agora ainda virgem me guardei,
Ainda pura resta
Esconder meu sentimento.
Pergunto:
Por que tanto sofrimento?
Paola Vannucci
São Paulo
Doce cidade ao luar,
Doce sentido a cantar,
Doce a virtude de viver,
Doce vida sanguinar,
Doce rebeldia metropolitana,
Belo saber incontido
De amores ardidos
Há rumores doentios.
Há quem diga que somos fanáticos,
Há quem diga - sou paulistana - e como sou...
Da pizza do Bixiga,
A Praça do Pôr do Sol,
Das piscinas da velha e eterna ACM,
O SESC qualquer encontrar,
No Museu fui parar
Para ver você
Ficar mais bela,
Velha
São Paulo!
Paola Vannucci
Poesia
Poesia...
Quem diria!
Que algo estranho!
Poesia...
Quem a faz são só os poetas?
Que coisa linda!
Não sentido viver o lindo dela.
Quem a faz?
Que coisa bela!
Só tem verdades e não tem vergonha de se mostrar.
Poesia...
Que é feita e desfeita.
Que antes lia-se nos campos,
Hoje lê-se nas tempestades...
Que traz luz e esconde as trevas.
Poesia...
Só há um ídolo,
Da tristeza traz o sorriso infinito.
Traz o chamado...
POETA!
Fiz pensando no poeta que foi meu Pai, e dedico a todos os poetas existentes na terra ou no céu!
Paola Vanucci
Noite de lua cheia
Ah, se meus sonhos pudessem alcançar os seus,
Nossos delírios cravados no universo,
Meu sussurrar ecoa,
Seu corpo prende-me,
Seu amor me salva da selva e da relva
E na noite de luar tudo resta...
Creio na junção dos corpos sedentos de amor,
Creio na sabedoria de Deus e no pecado que os dois corpos deixam no ar,
Creio nas almas sublimes e no desejo calado,
Creio nas suas palavras que seduzem os mais longos olhares,
Com urgência suplico nosso amor,
Num breve sussurrar chego aos seus versos.
Prazeres tenho em senti-lo,
Morro em não me achar
Quando a música toca, sinto sua presença.
Falarmos a sós...
Necessito sem argumentos,
Preciso,
Quero
Despi-lo,
Quero simplesmente
A sós com urgência!
Nossos sonhos
Não se realizaram!
Paola Vannucci
Expressas são expressões
Somos todos expressivos,
Na dor, na agonia, na morte...
Sou mórbida quando escrevo,
Falo em morte e gosto desse assunto.
Sou triste por ela não bater aos meus pés,
Os outros são quem morre por mim.
As pessoas agonizam em dores
Expressivas deixadas pela vida.
A expressão de cada ser aqui presente
É a de ser poetas ou artistas.
Somos poetas porque escrevemos nossas vidas.
E artistas por sermos bases a esse palco escandalizante...
Que expressão!
Que derrota!
Somos fartos por maus governantes...
Que decadência!
Temos a morte no coração...
Até é bom que ela chegue,
Fico honrada por aqueles que deixaram o mundo...
Eu sou a desavergonhada
Por me verem aberta a vida toda.
Expressas são expressões carentes,
Fecho-me.
Quero a morte.
Na dor distanciei-me;
Na agonia sofro em ser feliz;
Na morte luto em vão...
Expressas é a glória de cada ser
Em ter o rosto cheio de expressão!...
Paola Vannucci
Palavras
Senti, minhas palavras parecem vãs,
a vida é pura luta apesar de amá-lo,
a vida é curta e nunca o achei,
a vida me engana, mas ao tempo o leio com olhos cheios.
Ao mesmo leio com suspirar de cada verso,
as palavras correm nas mãos calorosas a me abraçar solenemente,
fragmentos longos a brilhar...
Paola Vannucci
Marcas
Marcas que nunca se apagaram,
Meu coração bate com mais força a cada encontro,
Não, não posso esquecer cada rosa presente,
Não posso esquecer cada sentido vivente,
Não posso esquecer cada lição aparente...
Meu sentido é seu caminho que brilha,
Cada dia me envolvo.
Oh! Meu amor, como sou feliz agora,
Como posso sentir que deseja meu futuro,
Nosso futuro,
Nossa eternidade...
Quero gritar agora para que todos nos ouçam,
Nossa felicidade fecunda e cultiva a terra,
Nosso fruto dissemina amor e prazer,
A felicidade bate à minha porta sem pedir licença,
É simplesmente você chegando...
Oh! Meu amor, quero gritar:
Amo você...
Paola Vannucci
Queria
Sabes que nesse momento queria um homem a me entender,
Queria sentir os mais sublimes prazeres,
Ser mulher sem ter a vergonha de amar,
Queria um homem a sentir minha vida como deva ser,
Queria o sol a iluminar meus passos,
Queria um Deus a conduzir-me a esse homem,
Mas estou aqui só e desamparada,
Estou aqui sem um homem a me entender,
Desejo que anseio em ti...
Sabes da razão que escrevi,
Sabes do sabor que me dás ao tê-lo.
Tê-lo?
Se nem ao menos me tocou....
Como que loucura se tu não me achas?
Como se eu te amo?
Sabes que deliro ao lê-lo,
Sabes que te sinto.
Sabes...
Pois venha...
Consumir-me...
Meu coração é teu...
Paola Vannucci
Razão
A razão do nosso amor está
No prazer ao sentirmos um ao outro,
A pureza do nosso amor
Está na magia das palavras,
A sincronia da dança do silêncio nos
Salva do deserto impuro e sem cor,
Não há razões, não há agonia,
Não há desespero.
Oh! Grande amor que sublima meu sentir!
Oh! Grande revelação que finalmente tornou-se carinho!
Oh! Obediência que aflora dentro do seu ser!
Meu grande amor, falo e você ergue-se
Falo e você simplesmente
Vai à luta!
Viva, meu grande amor!
Viva a eterna sabedoria!
Viva a procurar revelações!
Viva a nos intronizar numa só palavra!
Paola Vannucci
Luta pela vitória
A vida caminha,
Nada volta ao passado se não em nossos pensamentos.
Ah! Meu amor,
Como é bom olharmos e vermos
Nossas vidas passadas num filme
Se, com amargura, bem
Nos serviu de lição.
Não podemos repetir os mesmos erros,
Se, de exaltação, melhor
Sabemos que podemos confiar em nosso taco,
Se ansiosos momentos,
Crises futuras teremos.
E sem temer por um Deus?
Sem fé?
Sem brilho?
Ah! Meu amor,
Que teria feito de sua vida?
Seu passado mostra a sua cara,
Tenho certeza de que sua trajetória fora marcada por fé!
Fé aflorada pelo amor de viver,
Eu o anseio, o desejo,
Tenho a certeza de que nossos corações resistem à tormenta dos invejosos.
Ah! Meu amor,
Tenho a certeza de que o acreditar já é uma vitória...
A felicidade está estampada em você,
Acredite!
Paola Vannucci
Corpos
Os corpos aqui presentes
São os corpos presentes na alma dos sentidos viver.
Paixão louca que corrompe minha mente,
Como gostaria sentir a dor da nudez,
Queria sentir o perfume do desejo,
Queria a flor da pele amar o profundo da noite.
A lua pede o encontro dos nossos corpos,
A lua suplica o arder de nossas bocas tocadas,
Meu corpo consola em sonho,
Nossos corpos sedentos,
Nossos corpos covardemente são distanciados...
Mas
O amor corrompe minha vida,
Corpos ausentes...
Paola Vannucci
Dança da loucura
Nossos olhos escureceram o dia
Fazendo-nos enxergar o milagre do amor,
Doce momento que passei,
Doce desejo trancado a sete chaves.
A Yves toca a dança da alegria,
A Yves introduz misericórdia divina a todo o momento,
Sempre soube de sua existência, mas...
Como num piscar de olhos
O sonho veio à tona,
Você veio, a sina completou.
Ah! Meu amor, agora resta a saudade deixada,
Espaço vago.
Ah! Meu amor, restam-me lembranças,
Como as quero tê-las!
Ah! A dança é louca e sem conclusão,
Confusão,
Tortura...
Felicito-me porque provei da dança,
Você veio numa nuvem clara de outono,
Isso que importa,
Continuarmos a dança louca desse amor!
A Yves ainda canta
Com sua doce voz ao entardecer,
O anoitecer apenas não tive...
O amanhecer concede-me o brilho do sol a furtar,
O espairecer será eterno ao pensar que
Naquela tarde nos envolvemos...
Tortura,
Confusão,
Condição,
Dança da loucura,
A Yves ainda toca a nossa música...
Felicito-me por esse dia.
Paola Vannucci
Depressão
Depressão nada mais é
Do que estar à beira do abismo.
Deixa cair quem quiser,
Sobressai quem quiser.
Deixa de lutar, a meu ver,
Quem não acredita no vôo da águia.
Águia voa com coragem,
Busca do abismo suas mais terríveis forças,
Busca vida intensa.
Águia minha que move meu coração,
Será que cheguei ao fundo do posso?
Depressão nada mais é que a doença do século,
A meu ver,
É a desculpa que assola a sociedade.
Pobre sente depressão,
Quando acaba o pão,
Nem o arroz com feijão tem na panela.
Pobre então,
Sofre de depressão.
Depressão a meu ver,
É quando tudo acaba em vão.
Saio do estado terminal,
Entro na condução que me guia à
Perturbação.
Conflitos psicológicos
Da vida/sedução.
Objetivos alcançados,
Mas, por força da minha vontade
Canto esta canção.
Depressão quem não teve?
Peço para;
Apenas observar o vôo livre da águia, e
Pensará cada qual em seu
Coração.
Paola Vannucci
Missa
A missa das seis perdeu valor e fundamento.
Devemos recobrar festejos,
Culturas mortas
Do grande povo,
De história a contar.
Viver nas recordações,
É viver no marasmo da destruição.
Viver se drogando,
É matar o brilho da alma.
O sol surge,
Fica alpino,
Brilha para poucos.
E a lua penetra em muitos,
Sofrimentos de conquistas roubadas.
A missa é por fim, é
A fé quase morta que
Existe dentro de nossos corações!
Paola Vannucci
Epidemia
Epidemia
Pandemia
Gripe mania
Mascarados injustamente,
Desmascarados insanos,
Desmascarados e covardes homens,
Que desvirtua seus sonhos,
Descarados homens que não cumprem suas palavras,
Mas quem morre são crianças impotentes,
São mulheres que luta o pão de cada dia.
Sociedade maldita que acaba com os mascarados.
Porque os desmascarados,
Escancaram sua podridão na guerra fria jamais acabada.
Mortos estarão nas suas intenções abutres.
Epidemia,
Pandemia,
Tortura,
Ouvidos fartos,
Corpos dormentes,
Febres aterrorizantes.
Fedentinas a céus abertos,
Em dois dias morrem milhões pelo mundo,
Um a mais dois a menos, cinco por se vingar, seis para matar,
Vida pulsante,
A sociedade esbarra sempre no perigo,
Nobres ‘poderosos’ esmurram carnes necrosadas.
Pobres povoados choram a míngua diante da,
Epidemia,
Pandemia,
Mania.
Morte!
Paola Vannucci
Palavras
Senti, minhas palavras parecem vãs,
a vida é pura luta apesar de amá-lo,
a vida é curta e nunca o achei,
a vida me engana,
mas ao tempo o leio com olhos cheios.
Ao mesmo leio com suspirar de cada verso,
as palavras correm nas mãos calorosas a me abraçar solenemente, fragmentos longos a brilhar...
Paola Vannnucci
Pensamentos
* A vida é uma incerteza sem fim, se pensarmos na derrota estaremos todos mortos no dia seguinte e aquele que deseja tomar seu lugar não pensará duas vezes em fazê-lo.
* A vida é o embolar do nó que nós o desatamos com a alegria e a sabedoria do viver.
* As cores claras são a razão do viver e as escuras mancham simplesmente para dar a emoção devida e a sincronia para não cair na monotonia, as cores dão o brilho a Luz, as cores mesclam-se em um quadro puro e simples: AMOR......
Paola Vannnucci
Depressão
Depressão nada mais é
Do que estar à beira do abismo.
Deixa cair quem quiser,
Sobressai quem quiser.
Deixa de lutar, a meu ver,
Quem não acredita no vôo da águia.
Águia voa com coragem,
Busca do abismo suas mais terríveis forças,
Busca vida intensa.
Águia minha que move meu coração,
Será que cheguei ao fundo do posso?
Depressão nada mais é que a doença do século,
A meu ver,
É a desculpa que assola a sociedade.
Pobre sente depressão,
Quando acaba o pão,
Nem o arroz com feijão tem na panela.
Pobre então,
Sofre de depressão.
Depressão a meu ver,
É quando tudo acaba em vão.
Saio do estado terminal,
Entro na condução que me guia à
Perturbação.
Conflitos psicológicos
Da vida/sedução.
Objetivos alcançados,
Mas, por força da minha vontade
Canto esta canção.
Depressão quem não teve?
Peço para;
Apenas observar o vôo livre da águia, e
Pensará cada qual em seu
Coração.
Paola Vannucci
Pátria!
Diante do Hino Nacional da escola,
Demos risada.
O professor revolucionário e eu,
Ríamos como tolos,
Ríamos do ridículo da preservação do nada.
Pobres criancinhas que não conhecem o Hino da Independência.
Para que serve o Hino da Independência?
Pobres civis que irão lutar sem vitória.
Mundo ridículo sem um ideal de vida.
Ríamos, pois ali nenhum daqueles rostinhos tinham escutado tal hino.
Sociedade estagnada,
Servidores cansados da pátria.
Somos independentes? Desde quando?
Somos civis para que mundo agradar?
Somos devedores do nada a pagar.
Perfeitos bonecos dos governantes
Que ao invés de governar, impõem condições
E nos obrigam a engolir.
Pobres criancinhas,
Como numa fabriqueta,
Seguem na fila da opressão.
Este ou aquele terá futuro,
Pobre nação que desaloja neurônios vazios.
Sinto que:
A luta, cidadania, condição de vida
Hoje, ainda é em vão.
Mas com mais um ‘Sete de Setembro’
A máscara ainda será bem vinda.
Vamos quem puder:
SALVAR O BRASIL!
Paola Vannucci
Sal
Quero do quilo de sal comer com você.
Sal não é amargura,
É apenas um tempero que transforma nossas vidas.
Quantos quilos dele comeremos?
Alguém já parou para pensar?
Dias, décadas, talvez séculos,
Quando a alma é prometida,
Por séculos nos encontraremos e amaremos.
Ah! Deste sal quero provar.
Do açúcar, adoçar.
Do chocolate, amar.
Do mel, grudar e
Embolar como a roda que rola e se entrega ao prazer.
Do mel, por fim amar.
Mas,
Do sal, conquistar.
Quero aqui que alguém me diga:
Quanto tempo dura esse quilo?
Os mais sábios dizem:
O sal tira-se experiência e conhecimento,
O açúcar traz pureza,
O mel absorve o néctar.
Refina-se o sal,
Quero ser a mais rica flor que exala perfume e amor,
Quero embolar na mistura do desejo,
Fazer colar como uma abelha que sorve de seu mel.
Sal,
Mistura divina que adéqua nosso amor.
Paola Vannucci
Abraço
Nosso abraço será como se estivéssemos nus,
Tocando extremidades rijas
Ligeiramente estonteante sob
Singelo desejo.
A mão que me acariciará, saudará
Vibrações para o futuro concretizar,
É amor em transe.
Na poesia da vida,
O amor se torna real.
E, quanto na intimidade?
(Risos)
Na intimidade,
Tenho certeza que neste momento,
Serei como uma noiva virgem
A descobrir os desejos carnais.
Como a boca que sussurra
Nos ouvidos dormentes,
Relações envolventes
Na canção eloquente.
Décadas em tristes passos,
Passado distante.
Pois,
Com um simples recado,
Você enraizou nosso amor
Com suas mãos que hão de me acariciar.
Paola Vannucci
O início da canção
A leveza da natureza
Reflete o que quero sentir.
Um homem a encontrar,
Seduzir-me por seus méritos,
Inteligência tangente,
Sussurros ardentes,
Corpos que se atraem,
Desejos construídos.
Temos nossas honras.
Anjos discutem nosso encontro.
Eles dançam o reggae do encantamento.
Meu riso já o pertence,
Meu corpo cansado se anima.
Anjos dançam e lançam magia
A Bahia se acalma, e
Todos os santos festejam ao luar,
Ecoa a sutileza numa dança febril da noite que brilha.
Ouça meu amor, sinta o que sinto.
Descubra esta canção:
Liberdade,
Envolvimento e
Sincronia
Observe:
E renda-se aos meus pés.
As rédeas são minhas.
Você só deve aceitar,
Dançar como eu.
Render-se!
A música acabou, mas,
Não para o que estamos sentindo.
Paola Vannucci
O circo
Há quem se dedique dentro de um circo sujo e promiscuo,
Há quem se sinta palhaço dentro dele.
Palhaços servem pra dar sabor à vida.
Palhaços servem para alegrar a triste trajetória.
Palhaços vivenciam sua própria desgraça.
Há quem diga que somos partes de um circo.
Somos palhaços da vida, quando,
Somos assaltados, e indefesos entregamos nossas riquezas.
Há quem diga que temos nossos direitos, mas,
São sempre cobrados nossos deveres?
Há quem quer ser o palhaço do circo, não enxergando a vida.
Creio que há passagens internas das quais todos devem decidir
Qual o caminho seguir.
A livre escolha faz do homem um sábio,
Faz do anão, sorridente,
Do palhaço, adjacente,
Da bailarina, eficiente.
Do domador, demente.
Somos palco ou bases?
Somos aplausos ou derrota?
Prefiro ser eu.
Há quem luta por direitos e deveres sem esmorecer.
Prefiro que os meus usem de sabedoria para ultrapassar barreiras.
Há quem chora na escuridão e se enclausura na parede,
Formando um triste quadro.
Paola Vannucci
Noite de São João
Mais uma noite de São João,
E a fogueira nunca apagara,
Nem tão rica, nem tão pobre.
Nem alegre e nem triste.
Nesta noite, seja pra felicidade,
Ainda o sinto.
Grande e formoso, penso:
Em como estaria?
Se ainda mantêm aquele sorriso.
É noite de grande festa,.
Festejo o que seria viver ainda ao seu lado.
O mantenho nos meus pensamentos.
O mantenho nos sagrados ensinamentos.
O tenho em meu caminhar, meu nome herdado.
Sigo seus dizeres.
Simples e sublime.
Sigo seu trilhar, neste mundo bravo.
Nestas mentes turvas, sigo.
Nesta noite ainda que calma a chuvosa,
Lembro da dança de São João e do quentão.
Lembro do casarão vizinho,
Que se encantava com largas janelas.
Bandeirolas agitadas, um afago no peito.
Crianças correndo,
Um tom de segurança.
‘É noite de São João’...
Seguíamos fantasiados e hoje paro em oração.
Só queria dizer.
Tive um Pai, tenho uma vida pra contar.
Tive um pai e segredos a ensinar.
Quero dizer:
Esteja onde estiver, o tenho ainda como o meu herói!
Nos dias atuais a Noite de São João ainda brilha!
Mesmo que a saudades aperte meu coração.
Paola Vannucci
Anjos e demônios
Quero jantar anjos e demônios
Para vomitar justiça que falta no mundo.
Quero mesclar cores e produzir sons do futuro.
Cantar como nas trovas antigas e viver um grande amor.
Sou como um poeta solitário,
Triste estou.
Podaram minhas asas, preciso voar.
Quero abraçar as alturas, roubando beijos
Do grande amor que não tive.
Meu choro não é suficiente para chegar aos seus ouvidos.
Oh! Trova sofrida.
Oh! Tristão que não me permite.
Seu par é Isolda e não, eu.
Continuo jantando anjos e demônios
Para ainda buscar justiça deste mundo frio.
Paola Vannucci























































